As bibliotecas municipais de Lisboa deverão passar a estar abertas ao sábado a partir de Fevereiro, tendo a maioria, por falta de recursos humanos, de encerrar à segunda-feira, anunciou ontem o vereador da Cultura na Câmara de Lisboa (CML), José Amaral Lopes. A medida, que tem sido contestada pela Oposição, decorre das conclusões de um levantamento das necessidades das bibliotecas, ontem apresentado.A Biblioteca Central Palácio Galveias, a Biblioteca República e Resistência, a Biblioteca Orlando Ribeiro e a Hemeroteca funcionarão de segunda a sábado, enquanto as restantes 13 bibliotecas da capital estarão abertas de terça a sábado. O director municipal de Cultura, Rui Pereira, explicou que o objectivo é que "a médio prazo" todas as bibliotecas municipais estejam abertas tanto ao sábado como à segunda-feira, o que ainda não é possível por "falta de recursos humanos".O vereador da Cultura já se reuniu com os cerca de 260 trabalhadores das bibliotecas municipais e terá uma reunião, amanhã, com os sindicatos, depois da qual deverá ser anunciada a data específica para o início do novo horário de funcionamento. Amaral Lopes recordou que este ano serão abertas mais duas bibliotecas, em Marvila e Benfica, estando previstas mais duas para 2008, em Campo de Ourique, no antigo Cinema Europa, e em Alvalade. Também ontem, o vereador anunciou um plano de formação para os funcionários das 17 bibliotecas da cidade, depois de ter constatado que só 20 por cento são especialistas na área. Entre os 265 funcionários das bibliotecas, 34 por cento têm menos de dez anos de escolaridade, 21 por cento são licenciados e 15 por cento têm uma formação académica superior à licenciatura. Só dez por dos técnicos superiores têm formação específica na área, ao nível do mestrado e entre os técnicos profissionais 20 por cento, revelou.À agência Lusa, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa aplaudiu a decisão de criar um plano de formação para funcionários, embora mantenha reservas quanto à mudança de horários. "Estamos totalmente de acordo desde que não estabeleça padrões de incapacidade a ninguém", disse Libério Domingues.
Informação retirada JN 23/01/07