Quarta-feira, Novembro 15, 2006

Encontros do livro abordam os clássicos

A 12.ª edição dos Encontros Luso-Galaico-Franceses do Livro Infantil e Juvenil decorre a partir de hoje na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto. Este ano, a iniciativa é subordinada ao tema "Grandes autores para pequenos leitores" e tratará da problemática das adaptações dos autores clássicos para os jovens, assim como das relações entre a literatura para adultos e a literatura para jovens. A escritora Sophie Chérer apresenta hoje uma comunicação sobre o tema, pelas 11.30 horas, e será responsável pela animação de dois ateliers, amanhã, na Escola Francesa do Porto. Chérer escreve para jovens e adultos, abordando assuntos que têm sempre a ver com os problemas da sociedade.Os encontros prolongam-se até depois de amanhã. A rede de bibliotecas escolares em Portugal e na Galiza e as práticas de promoção de leitura estão também entre os temas a abordar na iniciativa, que decorre até depois de amanhã.
infor. retirada Jornal noticias 15/11/2006

A biblioteca que impulsionou Sines

Não foi a primeira vez que a dupla de arquitectos Manuel Aires Mateus e Francisco Aires Mateus viu o trabalho desenvolvido na Biblioteca-Centro de Artes de Sines ser alvo de uma distinção. Com apenas um ano de existência, o edifício já conquistou o Prémio da Associação Internacional de Críticos de Artes/Ministério da Cultura e uma menção honrosa, na categoria Obra, no concurso promovido pelo Instituto do Turismo de Portugal. Mas o prémio arrecadado anteontem em Vigo reveste-se de um significado especial, como admite Manuel Aires Mateus. "É a prova do bom momento por que passa a arquitectura portuguesa, que bem precisa de reconhecimento e divulgação".Se "ser premiado entre arquitectos de tanta valia já é grande motivo de felicidade", a honra ainda é maior pelo facto de "partilharmos o prémio com alguém como Souto Moura", sublinha Francisco Aires Mateus.Em Sines, o desafio que a dupla de arquitectos teve pela frente consistiu em criar um espaço aglutinador de várias funções, mas também capaz de despertar a atenção dos seus habitantes. A robustez da construção, a fazer lembrar as muralhas do secular castelo, encontra um contraponto ideal na leveza e transparência provocada pelo recurso ao vidro.Elogiando "a coragem" da autarquia em abraçar o projecto, Manuel Aires Mateus revela que "procurámos fazer com que o edifício saísse dos limites da cidade, ou seja, que a cidade o desenhasse ela própria. É uma obra inevitável na geografia de Sines. Estar localizada na rua principal leva a que se converta numa espécie de novo interior da cidade".As limitações do mercado nacional e o decréscimo do número de construções não são suficientes para beliscar o optimismo da dupla, que se congratula pelo "interesse crescente provocado pela arquitectura portuguesa tanto nos meios políticos como nos empresariais".
Infor. retirada jornal noticias 15/11/2006

Ampla biblioteca reabre em Luanda

A biblioteca do Centro Cultural Português de Luanda, uma das mais frequentadas da capital angolana, reabre hoje totalmente remodelada, com maior acervo, o dobro da lotação e novos serviços ao público. As novas instalações estão equipadas com um centro multimédia e permitem acesso sem fios (wireless) à Internet.As duas salas de leitura e consulta de livros têm capacidade para receber em simultâneo uma centena de pessoas, o dobro dos lugares que existiam antes das obras. Este aumento deverá permitir resolver o problema das longas filas de pessoas que diariamente se formavam junto às instalações do Centro Cultural Português.Esta biblioteca é uma referência na capital angolana, registando uma média superior a 300 utilizadores por dia, maioritariamente estudantes universitários e do ensino secundário. A grande afluência resulta não só da escassez de bibliotecas em Luanda, mas principalmente da qualidade do acervo que disponibiliza, especialmente ao nível dos livros técnicos, da literatura portuguesa e em língua portuguesa.As obras de remodelação, integralmente financiadas pela ESCOM, do grupo português Espírito Santo, permitiram também aumentar o seu acervo, na sequência de uma oferta da Fundação Calouste Gulbenkian.A remodelação da biblioteca insere-se no projecto de renovação do Centro Cultural Português de Luanda, cuja primeira fase, que envolveu a sala de exposições e o auditório, foi inaugurada em Abril durante a visita do primeiro-ministro, José Sócrates.Com a conclusão destas obras, que se prolongaram por mais de seis meses, o Centro Cultural Português de Luanda, que funciona no edifício da Embaixada de Portugal, passa a ser um dos mais bem equipados centros culturais portugueses no mundo, dispondo de vídeo- conferência, sistema de vídeo e cinema de alta qualidade e sala de exposições climatizada.O auditório, com capacidade para 120 pessoas, está equipado para projecções de filmes, espectáculos de teatro e música e a realização de seminários.As novas e modernas instalações inserem-se numa perspectiva de reposicionamento da imagem cultural portuguesa naquela ex-colónia, que se pretende venha a ser mais actuante nos próximos tempos.
infor. retirada jornal noticias, 15/11/2006